Quais as Regiões Vinícolas da Espanha

21/03/2018


 

Ah, os vinhos espanhóis! Alguns tintos envelhecidos (Crianza, Reserva e Gran Reserva), particularmente os Marqueses (Marqués de Riscal, Marqués de Arienzo, Marqués de Murrieta, etc) são muito conhecidos e, juntamente com outros vinhos da Rioja pertencem à elite dos vinhos espanhóis.Localizada no norte da Espanha, compreende a região do vale do rio Ebro, entre as cidades de Haro, a oeste, Logroño, no centro e Altaro, a leste, e está próxima de Vitoria, a capital do País Basco.

Com solo pouco comum - denominado licorella - e baixo índice pluviométrico, as videiras têm baixa produção, com frutas muito concentradas, característica que se reflete nos vinhos, que costumam apresentar coloração tinta profunda, com taninos muito finos e ótima textura, além de fruta exuberante e suculenta acompanhada por gostosa acidez e muita elegância.

Com 62 regiões vinícolas registradas, a Espanha pode ser dividia em 6 macro-regiões: Noroeste, que abrange as regiões de Rías Baixas e Bierzo que sofrem a influência mediterrânea originando vinhos mais ácidos e frescos; Vale do Rio Duero, que abriga regiões de prestígio mundial, como Ribera del Duero, Toro e Rueda; Rio Ebro, onde localiza-se a região que dá vida aos mais conhecidos vinhos espanhóis: Rioja; Costa Mediterrânea, lugar onde situa-se Priorato, Montsant, Penedès e Jumilla; Meseta Central, vasta extensão próxima à Madrid que suporta clima continental mais extremo; e Andaluzia, conhecida pela produção do gentleman espanhol: Jerez.

Se as últimas décadas do século XIX foram ponto de partida da moderna historia dos vinhos de Rioja, graças ao nascimento de uma incipiente industria bodeguera e ao aperfeiçoamento das técnicas de elaboração, a década premiada com a mítica colheita de 1970 significaria uma autêntica revolução das estruturas produtivas e comercializadoras, que conduziria os vinhos de Rioja a sua indiscutivel liderança entre os vinhos de qualidade espanhois.

Desde a década de 1990, porém, a indústria vitivinícola espanhola tem passado por profundas transformações - maiores do que todas as ocorridas nos séculos anteriores - e considerável processo de modernização, que não se limitou apenas ao campo, mas também incluiu toda a regulamentação do setor e hoje país é berço de alguns dos mais prestigiosos vinhos do mundo.

 



A História dos Vinhos Italianos

21/03/2018


A História dos Vinhos Italianos

A história dos vinhos na Itália remonta da Pré História; sementes de uvas e sedimentos de vinho foram encontrados em sítios arqueológicos datados de 1.200 a.C. Suas ilhas do sul e terras do norte, que na antiguidade clássica receberam visitas de tribos bárbaras e mercadores de todas as partes da Europa e África, absorveram influências culturais de cada um destes povos, mas são, sem dúvida, os romanos que arraigaram valor do vinho no subconsciente coletivo do país. Enquanto outras partes do território que, no futuro viria a se transformar na famosa bota, recebiam influências vinícolas de gregos e etruscos, os romanos que se estabeleceram em territórios da Itália desenvolveram muitas das técnicas que são ainda usadas não apenas no país como também ao redor do mundo até os dias de hoje: maturação e envelhecimento, conservação em barris de carvalho e escolha de variedades cultivadas conforme território em que melhor estas se desenvolviam, são parte do legado deixado pelo Império Romano a Itália, e repassada às demais regiões produtoras de vinho no mundo com passar dos séculos.

Dentro da Denominazione Di Origene Controllata, criada em 1963, a Itália possui mais de 300 regiões vinícolas delimitadas, entre as quais aparecem vinhos Novello, vinhos Vecchio, vinhos Clássicos, vinhos Superiore, vinhos Riserva, vinho Spumante, vinho Frizzante, vinho Secco, vinho Abbocado, vinho Amabile, vinho Dolce, vinho Liquoroso, vinho Passito e vinho Ripasso.

Os vinhos especiais compreendem os licorosos, aqueles de elevado teor alcoólico, provenientes de mostos cuja fermentação foi interrompida por adição de aguardente vínica ou de álcool vínico; os doces de mesa, de teor alcoólico igual ou inferior a 14°; os espumantes naturais, cuja efervescência resulta de uma segunda fermentação alcoólica em garrafa ou outro recipiente fechado, produzida por processos tecnológicos clássicos; e os espumantes gaseificados, cuja efervescência é produzida por adição de gás carbônico puro, com aparelhagem adequada.

Esta diversidade de solos e territórios entrega uma variedade de estilos de vinho (espumantes, brancos, tintos, doces) com diferentes tipos de uva (as internacionais chardonnay, syrah, merlot e as nativas, carricante, moscato bianco, nero d'avola, frappato, nerello mascalese) que enriquecem a experiência do vinho da Sicília e quebra este carimbo global que marcou início da Planeta.

Nesta extensa área da Itália Central se encontram algumas das mais importantes denominações de origem do país, ou seja, DOC- Denominazione di Origene Controllata e DOCG -Denominazione di Origene Controllata e Garantita, que são os termos usados para designar áreas demarcadas para a produção de vinhos muito apreciados por uma legião de fãs em todo mundo.

 



O que é o vinho Tokaji?

02/01/2018


O que é o vinho Tokaji?

 

     Os vinhos Tokaji (pronuncia-se "tocai"), da Hungria, são famosos pelo sabor e pela longevidade, sendo considerados entre os melhores vinhos do mundo! Se você ainda não os conhece, chegou a hora! Uma das preferências das cortes reais europeias nos séculos 18 e 19, foi batizado por Luís XIV como “o rei dos vinhos, o vinho dos reis”.

      Tokaj é uma região no extremo nordeste da Hungria, quase fronteira com a Eslováquia. A região tem dois rios importantes chamados Bodrog e Tisza, que geram umidade nos vinhedos, possibilitando o desenvolvimento da chamada podridão nobre.

 

     A podridão nobre acontece quando as uvas são afetadas pela Botrytis cinerea, um fungo, que nesse caso não estraga as uvas (mas que na sua casa estraga os morangos). Normalmente a botrytis dá aromas de compota de laranja, mel, damasco seco, e concentra o açúcar das uvas, fazendo vinhos doces, aromáticos e deliciosos. Tokaji, Sauternes e os alemães Beerenauslese são vinhos doces feitos nesse sistema.

    O Tokaji possui solos de origem vulcânica em seus quase 7.000 hectares de vinhedos, fazendo parte de uma das regiões mais antigas quando o assunto se refere à demarcação de zona produtora de vinhos. As atividades vulcânicas ocorridas no passado conferiram ao solo da região uma mineralidade extremamente rica e completa, que pode ser sentida nos vinhos que origina.

 

     O clima da região húngara é considerado relativamente quente, mas devido aos Cárpatos, cadeia de montanhas crescentes localizadas ao redor de Tokaji, as temperaturas quentes são amenizadas.

 

Os vinhos Tokaji são famosos pelo excelente sabor e longevidade que apresentam, tornando-se uma das exigências das cortes reais da Europa.



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