A Harmonização entre Vinhos e Refeições

19/12/2017


A HARMONIZAÇÃO ENTRE VINHOS E REFEIÇÕES

 

    A maioria das pessoas se preocupa muito com esta dúvida cruel na hora de oferecer um jantar ou qualquer que seja a ocasião onde terá que servir vinhos e pratos ao mesmo tempo. Claro, todos querem agradar e, por mais simples ou sofisticada que seja a ocasião, a dúvida da harmonização paira no ar.

 

      Não é um bicho de sete cabeças! Primeiro vamos pensar assim: a harmonização procura encontrar as combinações mais simbióticas entre o vinho e os alimentos diversos, isto é, aquelas nas quais elementos de um e do outro trabalham juntos para ressaltar suas qualidades e criar a melhor experiência possível para quem os degusta.

Você precisa ficar atento à doçura e aos níveis de acidez, pois da mesma forma que comidas fortes e gordurosas se beneficiam do contraste com um vinho refrescante e penetrante, a acidez do prato precisa combinar com a acidez do vinho, pode ser o sauvignon blanc, o riesling, ou o chenin blanc, se não for assim, o vinho parecerá chato e fraco.

      Grelhados, refeições a base de pimentão vermelho ou pratos recheados ou cobertos com queijo vão bem com vinhos tintos que passaram por barricas, que apresentem características de tostado, baunilha, coco e bacon defumado.

     A carne de porco é fácil de combinar, aceitando uma grande variedade de tintos (preferencialmente os não muito tânicos) e os brancos encorpados e meio encorpados. O cordeiro fica maravilhoso com um bom cabernet sauvignon (ou blends clássicos de cabernet). As carnes bovinas em geral ficam muito bem com muito tintos, então faça a sua escolha de acordo com o prato e com o orçamento. Mas se você geralmente prefere o vinho branco ao tinto, experimente um chardonnay encorpado com um filé grelhado.

     Pratos chineses e indianos se mostram muito interessantes quando combinados com a aromática gewurztraminer, pois apesar do seu sabor forte e exótico que tende a se sobrepor à maioria dos pratos, neste caso consegue surpreender.

     Muitos vinhos podem ser ao mesmo tempo ácidos e doces, porém, a doçura contribui para disfarçar a acidez na nossa boca: embora um copo de Coca-Cola seja tão ácido quanto suco de limão puro, não sentimos esse sabor com a mesma intensidade no primeiro porque está cheio de açúcar. Por isso adoçamos a limonada suíça antes de bebê-la.

 

      Essas características são influenciadas no vinho pelo tipo de uva, clima da região onde foi cultivada, momento da colheita, método de preparação da bebida, envelhecimento (o que geralmente reduz a percepção da acidez), entre outros.

 

      De qualquer forma, o importante é saber que a acidez favorece o destaque do vinho diante de pratos muito marcantes (como gordurosos ou quase tão ácidos quanto a bebida), enquanto a doçura, além de mascarar a acidez (da comida ou do próprio vinho), contrabalanceia com o sal da comida. 

     Os peixes de carne branca, como linguado, badejo, pedem vinhos brancos jovens, leves, refrescantes, como os da uva riesling ou sauvignon blanc, desde que temperados com molhos suaves, apenas grelhados, ou crus, como sushi, que também podem ser acompanhados por espumantes brut ou demi-sec. Molhos fortes pedem brancos mais maduros e estruturados, rosés secos ou tintos jovens de médio corpo. O bacalhau, por suas características únicas, pede um tinto jovem ou de médio corpo, ou um branco maduro. Peixes mais “carnudos”, como anchova, salmão ou atum, pedem vinhos tintos jovens ou de médio corpo, ou um branco maduro.

 

 



Como Conservar os seus vinhos?

15/12/2017


Como conservar os Vinhos:

 

Desfrutar de um boa garrafa de vinho não depende apenas da escolha acertada da marca ou do ano de colheita, mas também depende, e muito, da forma como se armazena o vinho. O local, a posição e a temperatura são todos elementos que se devem ter em conta na hora de armazenar corretamente as suas garrafas de vinho.

Local:

O local escolhido para armazenar vinho deve ser escuro, ou seja, protegido de luz solar direta e até da iluminação artificial, nomeadamente as luzes fluorescentes – a exposição contínua a qualquer tipo de luz direta pode penetrar a garrafa e alterar significativamente o sabor e o aroma do vinho. Os vinhos brancos são mais sensíveis à luz do que os vinhos tintos, no entanto, ambos devem ser resguardados: se não tiver uma adega, uma despensa ou um armário fechado, guarde as garrafas numa caixa ou tape-as com um pano. Evite guardar garrafas de vinho junto de fontes de calor (em cima do frigorífico ou junto do mesmo, por exemplo) e nunca em conjunto com alimentos ou produtos com aromas fortes. Os frigoríficos garrafeiras (ou caves de vinhos) são também uma excelente opção para armazenar apropriadamente garrafas de vinho.

 

Temperatura:

O local onde armazena o vinho nunca deve atingir a temperatura máxima de 24ºC, uma vez que a esta temperatura o vinho começa a oxidar, acabando por se estragar por completo. A temperatura ideal para guardar vinho são 12ºC, mas se essa temperatura baixar, não irá prejudicar o vinho – apenas irá retardar o processo de envelhecimento do vinho. O armazenamento adequado do vinho também tem de ter em conta uma temperatura o mais constante possível e se existirem flutuações estas devem ser graduais. Embora o vinho tinto seja mais suscetível às flutuações de temperatura do que o vinho branco, a verdade é que quanto mais flutuar a temperatura, maior o risco do vinho envelhecer prematuramente. Por isso mesmo, a temperatura no local de armazenamento do vinho não deve flutuar mais de 1.6ºC num dia e 2.7ºC num ano.

 

Humidade:

 

A humidade é outro fator que pode influenciar, negativamente, uma garrafa de vinho – se o nível de humidade estiver muito baixo, as rolhas vão secar e mingar, o que permite a entrada de oxigénio na garrafa e a consequente oxidação do vinho. Nesse sentido, o nível de humidade ideal situa-se entre os 65% e os 75%.

 

Posição:

 

Em termos de posição, a forma mais apropriada para armazenar garrafas de vinho é horizontalmente. Porquê? Porque ao manter as garrafas deitadas, as rolhas irão estar em contato permanente com o vinho, mantendo-as húmidas e intactas, o que inibe a entrada de oxigénio. O oxigénio rapidamente oxida um vinho, estragando a sua cor, aroma e paladar – algo que pode facilmente acontecer quando as garrafas são guardadas muito tempo na posição vertical.

 

Tempo:

 

Nem todos os vinhos melhoram com o tempo, o que significa que praticamente todos os vinhos têm um prazo de validade que deve ser respeitado, se não quer acabar por deitar o vinho fora. A maioria dos vinhos tintos pode ser armazenada entre 2 e 10 anos; já os vinhos brancos têm uma esperança de vida menor, entre 2 e 3 anos.

 

Envelhecimento nas garrafas:

As condições de armazenagem ou guarda do vinho são muito importantes, visto que o vinho é um organismo vivo: nasce, evolui e morre. A famosa máxima "quanto mais velho o vinho, melhor" é um erro. Sendo o vinho um organismo vivo, ele tem, então, um ciclo de existência.  Os vinhos chamados de guarda são os que evoluem com o tempo atingindo seu ápice, sua maturidade. Depois, entram em declínio até chegar à morte. Esse período varia de vinho para vinho, de garrafa para garrafa. Hoje, a maioria dos vinhos é para consumo rápido, não necessitando de guarda. Entretanto, para saber se o vinho deve ser guardado, é preciso ter informações sobre safra e a vinícola. Atualmente as Enotecas, os bons revendedores de vinhos e até mesmo os grandes supermercados podem dar essas informações ao cliente, com seus sommeliers, ou então o próprio comprador pode pesquisar sobre safras e grandes produtores, através de livros, da mídia escrita e até dos tantos sites e blogs de vinho como o nosso.

 

 



Benefícios do vinho para a Saúde

15/12/2017


Benefícios do vinho para a saúde

 

     Uma das bebidas mais antigas do mundo, até hoje o vinho é objeto de estudos, mas a uma conclusão já se chegou: quando ingerido com parcimônia, de fato traz benefícios à saúde.

 

Quanto ingerir?

 

      Para que os benefícios não se transformem em danos, seja comedido. A quantidade recomendada estabeleceu-se da seguinte forma: para suco, aproximadamente 400 ml por dia. Para vinho, atualmente se defende que os benefícios já podem ser garantidos com o consumo de uma taça (aproximadamente 100 ml) , mas são recomendadas duas por dia, sempre junto com as refeições.

 

     Outro benefício do vinho tinto não mencionado no estudo acima é que se consumido com uma refeição, pode reduzir e moderar a resposta do açúcar no sangue que você recebe com a comida. Este é mais um benefício que mantém seus hormônios equilibrados, controla os níveis de insulina, controla o apetite e te ajuda a ficar magro!

Como você pode ver, há uma abundância de razões para você tomar uma taça de vinho tinto em suas refeições e brindar à sua saúde e felicidade!

 

      O Vinho Tinto é uma fonte rica de um polifenol chamado resveratrol, que atua como um antioxidante. Ele protege as células do organismo contra danos e afasta doenças crônicas. Estes antioxidantes desempenham um papel importante na prevenção do câncer, incluindo o cancro colorretal e do pulmão.



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