Diferença entre o Carvalho americano e Francês? Quais são?

29/11/2016


Carvalho Americano

A espécie de carvalho mais utilizada nos barris americanos é a Quercus alba, produzida nos Estados Unidos e, em menor escala, na América do Sul. O carvalho americano, que fornece aromas de coco e baunilha, é muito utilizado, também, na Espanha e na Austrália. De granulação espaçada, seria de se esperar que esses fossem barris porosos, mas de fato não são, são muito estanques, permitindo menor oxigenação, e, portanto, um desenvolvimento mais lento do vinho.

Via de regra, os barris americanos custam a metade do preço dos barris franceses, pois o aproveitamento do carvalho no seu processo produtivo é muito maior. Mas, mais do que o preço, a escolha do enólogo baseia-se no objetivo que ele pretende atingir com cada vinho.

Portanto, os tonéis de carvalho francês são os mais apreciados, e, também, mais caros, obtendo vinhos de maior complexidade e aromas. Normalmente o carvalho americano é  mais utilizado em vinhos jovens e o francês para os vinhos que vão para a guarda.

 

Com relação às diferenças entre as barricas do tipo americano e francês, a principal delas é a estrutura da madeira; o carvalho americano é mais compacto e menos poroso que o francês. Desse modo, há uma menor entrada de oxigênio na barrica e o vinho tem um desenvolvimento mais lento. Já com o carvalho francês o vinho evolui mais rapidamente.

 

Os aromas também diferem dependendo da barrica. Com o carvalho francês, o vinho adquire toques de pimenta, cedro, cravo, entre outros, enquanto com o americano são obtidos aromas como de coco e baunilha. Outro detalhe a observar: vinhos de alta gama utilizam barris de 1º e no máximo  2º uso. A partir do 3º uso, a barricas são destinadas à produção de vinho de 2ª linha, 3ª linha… Essas barricas são usadas em média 5 a 7 vezes e depois disso são revendidas a preço de banana para serem reaproveitadas em outras industrias.

 

MAS O QUE MAIS IMPORTA: (Grosso modo) os vinho produzidos em barricas francesas são mais aveludados, macios, enquanto os produzidos em carvalho americano são mais fortes em textura

 

 

 

 

O carvalho europeu

 

A França é o maior produtor de barris de carvalho da Europa, e a espécie de carvalho mais predominante em seus barris é o Quercus robur, de granulação espaçada, capaz de produzir barris mais porosos, que permitem maior oxigenação e fornecem toques de café, manteiga, baunilha, pimenta, cedro, cravo e outras especiarias, dependendo da localização da floresta.

Há ainda mais diferenças que são:

1° o preço. O carvalho francês custa o dobro. Mas e por quê? Simples. Como o carvalho francês não é serrado utiliza-se somente 15% para a tanoaria, isto é, para a feitura dos tonéis. Já o carvalho americano mais de 50%.

2° como não há como serrar a madeira preserva sua integridade, inclusive com o sumo interno que será, aos poucos, absorvido pelo vinho, nos diversos usos.

 

3° Além do que o carvalho francês tem um crescimento linear o ano inteiro, sendo assim se torna linearmente mais poroso, podendo haver mais contanto com o oxigênio, além da maior absorção de seus taninos e aromas pelo vinho.

 

Em países do “Novo Mundo” (Argentina, EUA, Chile, Austrália, Nova Zelândia)infelizmente alguns produtores nada sérios vem colocando no lugar do carvalho o não tão divulgado “no rótulo de jeito nenhum” (CHIPS) nada mais que lascas de carvalho muitas vezes de barricas já muito usadas ou pior ainda pó de serragem que após filtrados nada sobra no vinho, gerando vinhos bem amadeirados uma enganação ao consumidores que estão iniciando no vinho, pois acham que encontraram um vinho de boa qualidade por tem madeira bem perceptível.

A técnica de agregar lascas de carvalho tem outra grande vantagem para a vinícola, ou seja, esconde a falta de qualidade, de concentração e de maturidade das uvas. Uma das principais condições para produzir um grande vinho é colher uvas maduras e sadias.



Os Vinhos Verdes de Portugal o que é?

29/11/2016


O Vinho Verde é um vinho produzido na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, em Portugal, constitui uma denominação de origem controlada cuja demarcação remonta a 1908. O Vinho Verde é único no mundo. O Vinho Verde é controlado e certificado pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), ostentando cada garrafa com um selo de garantia.

 Naturalmente leve e fresco, produzido no noroeste de Portugal, uma região costeira geograficamente bem localizada para a produção de excelentes vinhos brancos. Berço da carismática casta Alvarinho e produtora de vinhos de lote únicos. Sendo as principais castas são, para os brancos, o Loureiro, o Alvarinho, o Arinto (conhecido localmente por Pedernã) e a Trajadura. Para os tintos são o Vinhão e para rosados o Espadeiro

 

Terroir

 

O clima da região é fortemente condicionado pelas características de seu relevo e rede fluvial. O aspecto mais marcante é o regime anual de chuvas, que apresenta médias anuais elevadas - por volta de incríveis 1.200 mm em algumas sub-regiões, concentradas no inverno e na primavera. O solo desta localização é de origem granítica, e esta pobreza natural é compensada com o trabalho dos agricultores que ao longo das décadas se dedicaram intensamente para tornar a região com maior fertilidade

 

Porque Vinho Verde: O Vinho Verde leva esse nome porque as uvas da região, mesmo quando maduras, têm elevado teor de acidez, produzindo líquidos cujas características lhes dão a aparência de vir de uvas colhidas antes da correta maturação. As uvas ‘verdes’, com elevado teor de acidez, altos níveis de ácido málico — responsável pela fermentação —, baixo teor alcoólico e índice de açúcar, e com sabor muito mais leve e fresco, se contrapõe às uvas maduras, mais envelhecidas. Além disso, esse vinho deve ser consumido em, no máximo, dois ou três anos, sempre gelado, com temperatura variando entre 8ºC e 12ºC.

 



Qual a verdadeira diferença entre champagne e espumante?

29/11/2016


Se há uma coisa que todos nós sabemos sobre estas fantásticas bebidas borbulhantes, é que elas são simplesmente deliciosas. Porém, nem todos sabem quais os principais fatores que diferenciam as bebidas e, por muitas vezes, acabam chamando de champagne qualquer vinho que faça espuma e tenha bolhas.

 

Vinho Espumante

O espumante, nada mais é do que um vinho que passa por uma segunda fermentação, que pode acontecer em grandes cubas de aço inox ou na própria garrafa. A primeira fermentação, a alcoólica – que transforma o açúcar natural da uva em álcool -, é comum para todos os tipos de vinhos.

Já a segunda fermentação, é realizada com o intuito de adquirir a efervescência, resultando na espuma e nas bolhas, que são muito apreciadas neste estilo de vinho. Os espumantes são produzidos em diversos países e através de diferentes processos, como o Champenoise (ou Tradicional), Charmat e Asti.

 

O champagne

 

Se o vinho for produzido com as mesmas uvas e técnica, porém, em outra região, terá de usar outro nome, como é o caso do Crémant (espumante francês produzido na Alsácia, Borgonha, Bordeaux, entre outras regiões); o Sparkling Wine (elaborado nos Estados Unidos e outros países de língua inglesa) e outros.

E na região de Champagne, em respeito aos rigorosos métodos de produção, a segunda fermentação deve, obrigatoriamente, ser realizada em garrafa – o que é conhecido como método Champenoise, ou seja o Champagne – é também um vinho branco ou rosé espumante, só que produzido na região de Champagne, no nordeste França. Eles são produzidos obrigatoriamente à base apenas das uvas chardonnay, pinot noir e pinot meunier. Só pode ser chamado de Champagne o fermentado de uva que for produzido na região.



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