Tipos de Vinho do Porto

20/12/2017


Tipos de Vinho do Porto

 

O Vinho do porto é uma bebida apreciado em tudo o mundo por sua qualidade mas o que faz esse vinhos tão diferente? A bebida típica do Porto surpreende pela complexidade, pois não se resume a apenas uma característica. Há vários tipos, feitos de formas bastante diferentes, cores e sabores distintos e, claro, as combinações para cada um deles.

 

O Vinho do Porto tem origem na região do Douro, em Portugal. Vinho do Porto. É o mais conhecido dos chamados "vinhos fortificados", dotados de maior teor alcoólico, resultado da adição de aguardente vinícola ao vinho, interrompendo o processo de fermentação, além de ter um processo de vinificação muito rápido, de dois a três dias. Embora existam alguns vinhos do porto secos - difíceis de encontrar -, a maioria é doce, resultado da sobra residual de açúcar que permanece no vinho quando a fermentação é interrompida.

É possível encontrar uma extensa gama de vinhos do porto, com diferenças de sabor e aroma. Isso porque, conforme o tempo e o tipo de envelhecimento, o vinho do porto apresenta determinadas características, recebendo uma classificação própria.

 

Porto White

Produzido com uvas brancas, envelhece cerca de dois anos e não chega a evoluir na garrafa. Quem acha o Ruby muito doce, pode dar mais uma chance ao vinho do Porto se experimentar o branco, que é levemente mais seco.

 

Porto Ruby

 

Este rótulo é dado aos vinhos mais jovens, geralmente com idades entre os três e os cinco anos. Eles apresentam uma coloração característica, profunda, bem definida e, acima de tudo, têm um aroma muito intenso. São vinhos feitos a partir de uma mistura de uvas frescas - de diferentes safras e colheitas - e podem combinar com alimentos como os queijos, o chocolate escuro e as frutas silvestres. No fundo são um excelente complemento após o jantar.

 

 

Porto Tawny

Tawny: Utiliza as mesmas uvas tintas do Ruby e também passa por pipas de carvalho por um período de dois ou três anos. A diferença é que, posteriormente, segue para barricas de carvalho, ampliando o contato do vinho com a madeira e com o oxigênio. Esse processo acelera a oxidação do vinho, deixando sua cor mais próxima do âmbar, de topázio queimado, e os sabores se aproximam de amêndoas, nozes e outros frutos secos. Assim, se transforma num vinho mais elegante e não envelhece na garrafa, assim como os demais Tawnys.

 

Porto Tawny Colheita

Tawny Colheita: Trata-se de um vinho de uma só colheita, de um ano específico, quase sempre considerada excepcionalmente boa para a produção de Vinho do Porto Tawny. Permanece, no mínimo, por sete anos na madeira, mas alguns exemplares podem permanecer por doze anos ou até mais, conforme definição da vinícola. Apresenta cores claras, um acastanhado puxado para o dourado, e tem sabor rico, elegante, suave, delicado, profundo e complexo.

 

Late Bottled Vintage

 

Assim como o Vintage, o Late Bottled Vintage (LBV) é proveniente de um único ano. Contudo, passa mais tempo a ser envelhecido em barris de madeira para que a evolução oxidativa possa ser extremamente lenta. Este tipo de vinho é, normalmente, engarrafado entre quatro a cinco anos após a sua produção, tem um aspeto suave e encorpado e uma coloração avermelhada.

 

Porto Vintage

Vintage: É a preciosidade dos vinhos do porto, obtido de uma única colheita e com qualidade sem igual, por ser produzido com uvas selecionadas. Mantém o envelhecimento na garrafa, de forma lenta, após ter permanecido por dois anos na madeira. Recomenda-se que a guarda seja feita em local sem muita luz, com certo cuidado, para não comprometer a evolução desse tipo de porto. Por ser a guarda de longo período, costuma apresentar depósito no fundo da garrafa. Neste caso, recomenda-se ser decantado antes de ser servido. De aromas frutados e florais, cor intensa e taninos marcantes, vai aprofundando a harmonia conforme o envelhecimento, tão complexas são suas características de olfato e paladar. Menos de 2% da produção de portos são do tipo Vintage.

 

 

 



A Harmonização entre Vinhos e Refeições

19/12/2017


A HARMONIZAÇÃO ENTRE VINHOS E REFEIÇÕES

 

    A maioria das pessoas se preocupa muito com esta dúvida cruel na hora de oferecer um jantar ou qualquer que seja a ocasião onde terá que servir vinhos e pratos ao mesmo tempo. Claro, todos querem agradar e, por mais simples ou sofisticada que seja a ocasião, a dúvida da harmonização paira no ar.

 

      Não é um bicho de sete cabeças! Primeiro vamos pensar assim: a harmonização procura encontrar as combinações mais simbióticas entre o vinho e os alimentos diversos, isto é, aquelas nas quais elementos de um e do outro trabalham juntos para ressaltar suas qualidades e criar a melhor experiência possível para quem os degusta.

Você precisa ficar atento à doçura e aos níveis de acidez, pois da mesma forma que comidas fortes e gordurosas se beneficiam do contraste com um vinho refrescante e penetrante, a acidez do prato precisa combinar com a acidez do vinho, pode ser o sauvignon blanc, o riesling, ou o chenin blanc, se não for assim, o vinho parecerá chato e fraco.

      Grelhados, refeições a base de pimentão vermelho ou pratos recheados ou cobertos com queijo vão bem com vinhos tintos que passaram por barricas, que apresentem características de tostado, baunilha, coco e bacon defumado.

     A carne de porco é fácil de combinar, aceitando uma grande variedade de tintos (preferencialmente os não muito tânicos) e os brancos encorpados e meio encorpados. O cordeiro fica maravilhoso com um bom cabernet sauvignon (ou blends clássicos de cabernet). As carnes bovinas em geral ficam muito bem com muito tintos, então faça a sua escolha de acordo com o prato e com o orçamento. Mas se você geralmente prefere o vinho branco ao tinto, experimente um chardonnay encorpado com um filé grelhado.

     Pratos chineses e indianos se mostram muito interessantes quando combinados com a aromática gewurztraminer, pois apesar do seu sabor forte e exótico que tende a se sobrepor à maioria dos pratos, neste caso consegue surpreender.

     Muitos vinhos podem ser ao mesmo tempo ácidos e doces, porém, a doçura contribui para disfarçar a acidez na nossa boca: embora um copo de Coca-Cola seja tão ácido quanto suco de limão puro, não sentimos esse sabor com a mesma intensidade no primeiro porque está cheio de açúcar. Por isso adoçamos a limonada suíça antes de bebê-la.

 

      Essas características são influenciadas no vinho pelo tipo de uva, clima da região onde foi cultivada, momento da colheita, método de preparação da bebida, envelhecimento (o que geralmente reduz a percepção da acidez), entre outros.

 

      De qualquer forma, o importante é saber que a acidez favorece o destaque do vinho diante de pratos muito marcantes (como gordurosos ou quase tão ácidos quanto a bebida), enquanto a doçura, além de mascarar a acidez (da comida ou do próprio vinho), contrabalanceia com o sal da comida. 

     Os peixes de carne branca, como linguado, badejo, pedem vinhos brancos jovens, leves, refrescantes, como os da uva riesling ou sauvignon blanc, desde que temperados com molhos suaves, apenas grelhados, ou crus, como sushi, que também podem ser acompanhados por espumantes brut ou demi-sec. Molhos fortes pedem brancos mais maduros e estruturados, rosés secos ou tintos jovens de médio corpo. O bacalhau, por suas características únicas, pede um tinto jovem ou de médio corpo, ou um branco maduro. Peixes mais “carnudos”, como anchova, salmão ou atum, pedem vinhos tintos jovens ou de médio corpo, ou um branco maduro.

 

 



Como Conservar os seus vinhos?

15/12/2017


Como conservar os Vinhos:

 

Desfrutar de um boa garrafa de vinho não depende apenas da escolha acertada da marca ou do ano de colheita, mas também depende, e muito, da forma como se armazena o vinho. O local, a posição e a temperatura são todos elementos que se devem ter em conta na hora de armazenar corretamente as suas garrafas de vinho.

Local:

O local escolhido para armazenar vinho deve ser escuro, ou seja, protegido de luz solar direta e até da iluminação artificial, nomeadamente as luzes fluorescentes – a exposição contínua a qualquer tipo de luz direta pode penetrar a garrafa e alterar significativamente o sabor e o aroma do vinho. Os vinhos brancos são mais sensíveis à luz do que os vinhos tintos, no entanto, ambos devem ser resguardados: se não tiver uma adega, uma despensa ou um armário fechado, guarde as garrafas numa caixa ou tape-as com um pano. Evite guardar garrafas de vinho junto de fontes de calor (em cima do frigorífico ou junto do mesmo, por exemplo) e nunca em conjunto com alimentos ou produtos com aromas fortes. Os frigoríficos garrafeiras (ou caves de vinhos) são também uma excelente opção para armazenar apropriadamente garrafas de vinho.

 

Temperatura:

O local onde armazena o vinho nunca deve atingir a temperatura máxima de 24ºC, uma vez que a esta temperatura o vinho começa a oxidar, acabando por se estragar por completo. A temperatura ideal para guardar vinho são 12ºC, mas se essa temperatura baixar, não irá prejudicar o vinho – apenas irá retardar o processo de envelhecimento do vinho. O armazenamento adequado do vinho também tem de ter em conta uma temperatura o mais constante possível e se existirem flutuações estas devem ser graduais. Embora o vinho tinto seja mais suscetível às flutuações de temperatura do que o vinho branco, a verdade é que quanto mais flutuar a temperatura, maior o risco do vinho envelhecer prematuramente. Por isso mesmo, a temperatura no local de armazenamento do vinho não deve flutuar mais de 1.6ºC num dia e 2.7ºC num ano.

 

Humidade:

 

A humidade é outro fator que pode influenciar, negativamente, uma garrafa de vinho – se o nível de humidade estiver muito baixo, as rolhas vão secar e mingar, o que permite a entrada de oxigénio na garrafa e a consequente oxidação do vinho. Nesse sentido, o nível de humidade ideal situa-se entre os 65% e os 75%.

 

Posição:

 

Em termos de posição, a forma mais apropriada para armazenar garrafas de vinho é horizontalmente. Porquê? Porque ao manter as garrafas deitadas, as rolhas irão estar em contato permanente com o vinho, mantendo-as húmidas e intactas, o que inibe a entrada de oxigénio. O oxigénio rapidamente oxida um vinho, estragando a sua cor, aroma e paladar – algo que pode facilmente acontecer quando as garrafas são guardadas muito tempo na posição vertical.

 

Tempo:

 

Nem todos os vinhos melhoram com o tempo, o que significa que praticamente todos os vinhos têm um prazo de validade que deve ser respeitado, se não quer acabar por deitar o vinho fora. A maioria dos vinhos tintos pode ser armazenada entre 2 e 10 anos; já os vinhos brancos têm uma esperança de vida menor, entre 2 e 3 anos.

 

Envelhecimento nas garrafas:

As condições de armazenagem ou guarda do vinho são muito importantes, visto que o vinho é um organismo vivo: nasce, evolui e morre. A famosa máxima "quanto mais velho o vinho, melhor" é um erro. Sendo o vinho um organismo vivo, ele tem, então, um ciclo de existência.  Os vinhos chamados de guarda são os que evoluem com o tempo atingindo seu ápice, sua maturidade. Depois, entram em declínio até chegar à morte. Esse período varia de vinho para vinho, de garrafa para garrafa. Hoje, a maioria dos vinhos é para consumo rápido, não necessitando de guarda. Entretanto, para saber se o vinho deve ser guardado, é preciso ter informações sobre safra e a vinícola. Atualmente as Enotecas, os bons revendedores de vinhos e até mesmo os grandes supermercados podem dar essas informações ao cliente, com seus sommeliers, ou então o próprio comprador pode pesquisar sobre safras e grandes produtores, através de livros, da mídia escrita e até dos tantos sites e blogs de vinho como o nosso.

 

 



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