O que é Terroir? No que isso afeta a produção dos vinhos?

29/11/2016




As Origens dos Vinhos

29/11/2016


Você sabe como tudo começo no mundo dos vinhos? Qual a origem dessa bebida milenar? Há 2 milhões de anos já coexistiam as uvas e o homem que as podia colher. Seria, portanto, estranho se o "acidente" do vinho nunca tivesse acontecido ao homem nômade primitivo. Antes da última Era Glacial houve seres humanos cujas mentes estavam longe de ser primitivas como os povos Cro-Magnon que pintaram obras relacionadas ao cultivo do vinho nas cavernas de Lascaux, na França. A história do vinho se confunde com a da própria humanidade. A bebida esteve presente na vida do homem desde as primeiras civilizações.

Acredite ou não, alguns arqueólogos acreditam que o vinho teria surgido na pré-história. Isso porque resquícios dos caroços de uvas foram encontradas em cavernas estudadas até os dias de hoje.

 

Um dos melhores registros disso vem, inclusive, de achados arqueológicos no Egito. Foi nos desenhos e hieróglifos registrados meticulosamente como era feita a vinicultura, prensagem das uvas e o processo de fermentação. É lá também que está a origem dos primeiros rótulos, onde havia informações sobre as uvas, safras e até descrição dos sabores do vinho sobre jarras de barro.

Mas foram os romanos que facilitaram ainda mais o transporte e conservação do vinho - criaram os barris de madeira. Mas só no próximo capítulo da história Antiga, com o Império Romano em ascensão, que a viticultura foi levada ao restante da Europa, onde começou a se desenvolver como o que conhecemos hoje.

 

ORIGENS NAS SOCIEDADES ANTIGAS

 

A história do vinho só passa a ser registrada com o surgimento da escrita, e logo os principais autores gregos passam a mostrar o seu fascínio por esta “bebida dos deuses”, termo utilizado pela primeira vez por Homero em sua obra Ilíada. O primeiro registro escrito da humanidade, intitulado Gilgamesh, também faz referência ao vinho, tratando-o como uma bebida capaz de gerar a imortalidade àquele que a degustar.

 

Tanto os gregos, como os egípcios e os romanos tratavam o vinho não apenas como a bebida ideal para os grandes banquetes, festas e comemorações, mas sim, lhe atribuíam uma função sagrada. Na cultura egípcia, por exemplo, os faraós organizavam queimadas de vinhedos e as ofereciam aos deuses, enquanto os sacerdotes o utilizavam nos rituais sagrados. Já nas culturas greco-romanas podemos perceber a presença inclusive de deuses do vinho, como o Baco no Império Romano e o Dionísio na Grécia.

Até os tempos atuais ainda podemos perceber que o vinho apresenta este caráter sagrado para a humanidade, sendo utilizado como representação do sangue de Jesus Cristo, para a religião mais popular do mundo, o cristianismo. Outras religiões como o judaísmo, o islamismo e o protestantismo também denotam ao vinho algum tipo de função simbólica.

 

O VINHO NA SOCIEDADE ATUAL

 

A partir da revolução industrial, que permitiu o surgimento de maquinários capazes de aumentar e facilitar a produção do vinho, todo o processo de cultivo, produção e comercialização da bebida tem passado por constantes evoluções e, atualmente, o vinho é apontado como sendo a segunda bebida alcoólica mais consumida no planeta, perdendo apenas para a cerveja.

 

Mas, afinal, o que faz com que seja tão agradável tomarmos uma taça de um bom vinho? Além de questões fisiológicas que tornam o consumo do vinho uma experiência tão prazerosa, cabe-se salientar a importância que um consumo moderado da bebida pode provocar à saúde da pessoa, tendo sido comprovada a sua colaboração para evitar doenças vasculares, doenças coronárias, a redução ao risco de diabetes, entre outras.

 

De qualquer modo, o prazer que é o vinho, como o conhecemos e apreciamos independe das suas muitas histórias e hipóteses do seu surgimento. Em qualquer uma delas, sempre vai existir um sabor misterioso e agradável e acima de tudo um grande prazer em degustar essa bebida dos Deuses!

 



Os Vinhos Argentinos e Suas características

29/11/2016


Este é o quinto país em produção de uvas no mundo, sendo algo em torno de 2,8 milhões de toneladas por ano, quarto produtor de vinhos (1,5 bilhões de vinhos anualmente) e o sexto maior consumidor per capita. Mas nem tudo são glórias para os argentinos, pois até a década de 80 a grande maioria dos produtos eram fracos e voltados a produtos de baixa qualidade. Depois de muitos investimentos a Argentina tornou-se um berço de grandes produtores de vinhos finos e de qualidade, calcada na uva Malbec e que trouxe de volta o glamour a esse país vizinho.

A principal região produtora de vinhos argentinos é Mendoza, responsável por 70% da produção vinícola argentina, seguida por San Juan. Uma característica interessante de seus vinhedos é a irrigação das videiras com a água do degelo da Cordilheira, levando-se em consideração que a região de Mendoza era considerada um deserto. As Principais uvas plantadas na Argentina: Malbec, Cabernet Sauvignon, Bonarda, Merlot e Syrah, tintas e Torrontés, Chardonnay e Viognier, brancas.

 

As condições climáticas favoráveis da Argentina, além do solo e de outros fatores, favoreceram o desenvolvimento de uvas Malbec de excelente qualidade, conferindo às vinícolas a possibilidade de produzir excelentes vinhos. O Cacho de  uva Malbec é originária da região sudoeste da França, especificamente da região de Cahors, próximo a Bordeaux (que também cultiva esse tipo de uva), onde é conhecida pelo nome de Auxerrois ou Côt e é cultivada até os dias de hoje.

 

As condições favoráveis do terroir argentino (conjunto de solo, clima, altitude, chuva e relevo) contribuem para que os vinhos produzidos nessa região sejam reconhecidamente bons, mas o correto cultivo das videiras também é essencial, pois o aproveitamento máximo de tudo o que o conjunto de condições favoráveis pode oferecer depende do conhecimento e do cuidado que o homem tem e aplica no cultivo do seu vinhedo.

 

Apesar das características serem parecidas, é importante ressaltar que no mercado de vinhos existem diversos tipos de vinhos Malbec e que as características podem mudar de acordo com o terroir, da origem do barril de carvalho, bem como em razão dos diferentes sistemas de cultivo do vinhedo, do rendimento obtido, do momento da colheita, das leveduras utilizadas, do tipo de maceração, do tempo em barril de carvalho, dentre inúmeros outros fatores.

Um dos diferenciais dos Malbecs Argentinos é a sua agradável textura na boca. Segundo os especialistas, o cultivo da uva em altitudes mais elevadas, com grande variação de temperatura (noites frias e dias quentes), aumenta a intensidade do sabor e dos aromas e faz com que o vinho argentino tenha uma textura mais aveludada e um sabor muito agradável.

 

Temperatura

Quanto mais alto é o vinhedo, mais frio. Sabe-se que a cada 140mt que se sobe, cai um grau na temperatura. Isso é dá a Argentina outra vantagem: diversidade na produção, já que se pode obter vinhos mais frescos e leves em climas mais frios e vinhos mais estruturados e potentes nas regiões mais baixas e quentes.

 

Cultura

Diferente de países como Chile e Brasil, onde o consumo de vinho foi impulsionado pelo aumento de poder aquisitivo, na Argentina é uma bebida ligada à cultura do país, já que a população basicamente é imigrante de espanhóis e italianos, ávidos produtores e consumidores de vinho. Sendo assim, um dos maiores consumidores do vinho argentino é o próprio argentino e esse alto consumo, sempre foi um dos impulsionadores da indústria.

 

 



Cadastre-se em nossa newsletter



Venda de Vinhos online
Venda de Vinhos online Venda de Vinhos online Venda de Vinhos online
Venda+de+Vinhos+online Venda de vinhos online