As Características dos Vinhos Chilenos

29/11/2016


O Chile é, indubitavelmente, o país da América Latina que possui os melhores vinhos tintos elaborados com as uvas Cabernet Sauvignon e Carménère, alguns dos quais colocados pelos especialistas entre os melhores do mundo. Os vinhos tintos de outras uvas, especialmente Merlot e Syrah, melhoram a cada dia e alguns também já se destacam mundialmente. Os vinhos brancos, particularmente os elaborados com as uvas Chardonnay ou Sauvignon Blanc, cresceram em qualidade e personalidade, mas são brancos geralmente de grande teor alcóolico, o que estabelece um estilo especial.

A partir do século XIX, com a declaração da independência do país, sua abertura para o mercado externo e a introdução de novas tecnologias para a modernização dos vinhedos, o Chile começou a ser reconhecido pela qualidade dos seus vinhos, mas foi entre as décadas de 80 e 90, com a intensificação dos investimentos na qualidade da produção vinícola, que o Chile iniciou sua jornada para se tornar hoje um dos maiores  exportadores de vinhos do mundo, adquirindo em definitivo um respeito de nível internacional por parte dos especialistas.

A conformação geoclimática do país é única entre todas as regiões produtoras de vinhos no mundo: situado entre o Oceano Pacífico e a Cordilheira dos Andes, o Chile conta com um isolamento geográfico que protege a região das pragas que usualmente afetam parreirais – permitindo o plantio de variedades de uvas europeias sem a necessidade de enxertia em espécies americanas, mais resistentes a pragas.

Com mais de cem vinícolas localizadas ao longo do trecho central do país, dos seus cerca de 117.000 hectares plantados, 75% são dedicados à produção de uvas tintas, especialmente da Cabernet Sauvignon, que ocupa mais da metade da área cultivada. Utilizada nos varietais e cortes de vinhos tintos que mais se adéquam ao padrão de Bordeaux em toda a América Latina, a Cabernet Sauvignon e a Carménère, são as uvas emblemáticas do Chile, cujos vinhos figuram sempre no topo das principais listas de vinhos de primeira grandeza internacionais.

As variedades de vinhos brancos, que tempos atrás eram consideradas fracas e de baixa qualidade, têm melhorado substancialmente, destacando-se os produzidos a partir das uvas Chardonnay, Sauvignon Blanc e Riesling.

 

Uma das peculiaridades do Chile é o fato de não ter sido vítima da praga Phylloxera Vastatrix, que devastou grande parte dos vinhedos do mundo, devido à sua condição geo-climática, protegido pelo Oceano Pacífico à oeste e pela Cordilheira dos Andes à leste. Desse modo as parreiras chilenas são da espécie européia (Vitis vinifera) plantadas em “pé-franco”, isto é, plantadas diretamente no solo, sem necessidade de enxertá-las sobre raízes de espécies americanas, resistentes à Phylloxera.

 

Atualmente a Carmenère é a variedade emblemática do Chile, da qual se produzem varietais, mas sua principal atuação ocorre em cortes em vinhos tintos de nível Premium. Outras variedades que têm crescido no Chile são a Syrah, bem adaptada, com bons resultados em diversos vales e a Pinot Noir, surpreendendo com ótima tipicidade em sub-regiões mais frias.

Atualmente vêm sendo redescobertos vinhedos antigos da Carignan e várias vinícolas boutique já apresentaram vinhos destacados dessa variedade explorada no sul da França e na Espanha. A Carignan tem uma história fantástica, e sensorialmente possui características sobressalientes. Ela tem tudo o que é necessário para se converter na uva do futuro do vinho chileno, e tudo indica que nos próximos anos vai dar muito que falar. O certo e concreto é que os vinhos derivados dela tem-se resultados cada vez mais interessantes.

 

 

 

 

 

 



As Características dos vinhos Portugueses

29/11/2016


Os vinhos portugueses são o resultado de uma sucessão de tradições introduzidas em Portugal pelas diversas civilizações que aí se sucederam, como os fenícios, cartagineses, gregos e, acima de tudo os romanos.

Portugal tem o mais antigo sistema de apelação do mundo, a região demarcada do Douro. Esta região, entre outras, como a dos vinhos Verdes, produzem alguns dos vinhos mais requintados, exclusivos e valorizados do mundo.

A vitivinicultura portuguesa demorou a evoluir tecnologicamente e, por muito tempo, produziu poucos vinhos de alta qualidade. Nas últimas duas décadas, como consequência do importante desenvolvimento econômico, político e social do país, a vitivinicultura portuguesa experimentou grande evolução, particularmente no campo tecnológico. Fato importante é que essa modernização foi realizada sem descartar os aspectos tradicionais positivos, como por exemplo, a utilização de variedades de uvas autóctones e tradicionais. Com ajuda da tecnologia, essas castas, que antes originavam vinhos de qualidade inferior, passaram a dar grandes vinhos, aperfeiçãondo suas características ímpares.

Portugal enfrenta a globalização de estilos e preferências de consumo investindo na preservação das características e tradições dos bons vinhos portugueses. Diversos enólogos portugueses despontam como artistas no cenário mundial, com vários rótulos Top ganhando prestígio internacional e ocupando um merecido espaço reservado às estrelas. Recentes mudanças na regulamentação impulsionaram novo valor aos Vinhos Regionais, situados entre os vinhos básicos e os classificados, que apresentam uma ótima relação custo-benefício, tornando-se cada vez mais competitivos pela associação com a personalidade marcante dos vinhos de Portugal.

 

Classificação dos Vinhos Portugueses:

 

Vinho de Mesa

Vinho que não se enquadra em nenhuma das classificações mencionadas a seguir, cuja produção pode ser feita em qualquer região do país . Não podem ter no rótulo nenhuma referência a uma região de produção ou a variedades de uvas.

 

 

 

Vinho Regional

Vinho de qualidade superior ao vinho de mesa, produzido com, no mínimo, 85% de uvas provenientes da região especificada. Hoje existem muitos vinhos regionais de qualidade igual ou superior à de vinhos DOC, havendo inclusive alguns bons produtores que, por não concordarem com as regras impostas pela comissões reguladoras dessa categoria, passaram a rotular seus vinhos como regionais.

 

Vinho de Denominação de Origem Controlada (D.O.C.)

Teoricamente é a categoria de mais alto nível de qualidade e identifica o vinho produzido em região delimitada, sujeito a regras mais restritas quanto à procedência e variedades de uvas utilizadas, o método de vinificação, o teor alcoólico, o tempo de envelhecimento, etc. Equivale à AOC francesa, à DOC italiana e à DO espanhola.

 

Vinho de Qualidade Produzido em Região Determinada (V.Q.P.R.D.)

Para atender ao Mercado Comum Europeu foi criada a nomenclatura Vinho de Qualidade Produzido em Região Determinada (V.Q.P.R.D.) que engloba as IPR e as DOC. Também foram criadas denominações análogas para os vinhos espumantes e licorosos: V.E.Q.P.R.D. (Vinho Espumante de Qualidade Produzido em Região Determinada) e V.L.Q.P.R.D. (Vinho Licoroso de Qualidade Produzido em Região Determinada).

Os vinhos portugueses são distintos e únicos, pois representam a qualidade e personalidade das uvas com as quais são produzidos. Touriga Nacional, Baga, Castelão, Touriga Franca e Trincadeira são algumas das tintas mais importantes do país. Entre as brancas, Alvarinho, Loureiro, Arinto, Encruzado, Bical, Fernão Pires, Moscatel e Malvasia Fina são muito apreciadas. Todas elas dão vinhos de corte ou varietais que são verdadeiras maravilhas do Velho Mundo.

 

Muito se discute em Portugal sobre o uso de castas estrangeiras e internacionalmente cultivadas na produção vinícola do país. O mercado de vinhos para o dia a dia normalmente prefere uvas como a Cabernet Sauvignon, cujo caráter já é bem conhecido pelo consumidor comum. No entanto, o consumidor com um nível maior de exigência sabe que a casta nativa apresenta um toque especial aos vinhos do país, e que, aliada ao terroir, a personalidade única de cada uva é que interessa na hora de degustar os sabores e aromas de um vinho exclusivo.

 

A qualidade das inúmeras castas nativas portuguesa é o principal trunfo do país, que atualmente está entre os 10 maiores principais produtores de vinhos no mundo, e que tem grande parte do seu território dedicado ao cultivo delas.



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